Porto sem OGM convoca para a Marcha Mundial do Clima 2018!

Os combustíveis fósseis alimentam o atual modelo agrícola industrial que traz consigo uma drástica diminuição da biodiversidade. Esta, por sua vez, ajuda a minimizar os efeitos das alterações climáticas, pois contribui para a neutralização dos gases de efeito de estufa. Juntamo-nos a este apelo internacional pelo clima e pelas pessoas em primeiro lugar!

Hoje em dia estamos perante duas ameaças planetárias: alterações climáticas e extinção de diversas espécies. As duas crises estão interligadas e têm raízes comuns. Os nossos actuais modos de produção e de consumo baseados nos combustíveis fósseis, adoptados desde a revolução industrial e intensificados pela emergência da agricultura industrial, contribuíram para ambas as crises.

Esta agricultura industrial, baseada fortemente em combustíveis fósseis devido ao actual sistema alimentar globalizado que requer transporte de longo curso, ineficiente e com grandes gastos energéticos, e baseada também em agro-químicos, está a destruir a biodiversidade das nossas sementes e culturas, a biodiversidade dos nossos solos, a matar os polinizadores e a destruir recursos hídricos. A disseminação de monoculturas e o uso crescente de químicos na agricultura, combinados com a destruição de habitats, contribuíram para a perda de biodiversidade. Paradoxalmente, essa biodiversidade ajudaria a neutralizar os gases causadores do efeito estufa.

Por tudo isto, escolhemos mais uma vez juntar a nossa voz às vozes de milhões de pessoas em todo mundo que hoje se reúnem para exigir um planeta livre de combustíveis fósseis, no qual as pessoas e a justiça social estejam acima dos lucros.

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